Comissão analisa uso de orçamento federal para conclusão do metrô de Brasília | Congresso em Foco

0
800

Aporte dado pela União seria de R$ 1 bilhão para que o transporte metroviário chegue à região norte do Distrito Federal, em cidades como Sobradinho e Planaltina. Emenda deve ser proposta em conjunto pela bancada do DF no Senado

A solução financeira para a conclusão das obras do metrô do Distrito Federal, que pretende chegar até a região norte da cidade, pode sair dos cofres da União. Um acordo proposto pelo diretor de Administração da Companhia do Metropolitano do DF, Luiz Gustavo de Andrade, pretende contar com a ajuda da bancada do local no Senado para apresentar uma emenda ao orçamento da União no valor de R$ 1 bilhão destinada a aumentar a malha metroviária da cidade.

Segundo o senador Hélio José (PMDB-DF), que presidiu a sessão de debates, a proposta será discutida na bancada do Distrito Federal, formada também por Cristovam Buarque (PPS) e Reguffe (sem partido). De acordo com Hélio José, a proposta de emenda pode ser feita tanto em conjunto, quanto individualmente por um parlamentar da bancada. A verba, caso aprovada, será usada para formar a terceira linha do metrô. Atualmente, DF tem apenas duas linhas.

A expansão do metrô é tida como uma das principais saídas para desatar o nó da mobilidade urbana no Distrito Federal. O objetivo é levar o transporte metroviário para cidades como Sobradinho e Planaltina, no extremo norte do DF. A outra saída apontada na audiência é a integração entre metrô e ônibus, defendida pelo mestre em Ciências Políticas Carlos Penna Brescianini.

“Uma das coisas mais importantes para resolver o problema de transporte no Distrito Federal e no Brasil se chama integração metrô/ônibus. A integração só será feita se todo o sistema de transporte do Distrito Federal for centralizado em cima do caixa eletrônico do Metrô. Ele foi planejado e entregue para ser o centro da integração de todos os transportes, através de um cartão de integração”, explicou o especialista.

Nomeação

Na reunião, a falta de pessoal foi apontada como maior problema do metrô no Distrito Federal. Os responsáveis pela Companhia do Metropolitano do Distrito Federal reconhecem as dificuldades, mas ressaltam a impossibilidade de superá-las no momento em razão dos limites impostos pela legislação aos gastos com a folha. Um concurso público já foi feito e, 0inclusive, a principal reivindicação da greve da categoria que durou 74 dias e terminou na semana passada.

Com a falta de funcionários, metroviários liberam as catracas

Segundo Quintino Sousa, representante do Sindicato de Trabalhadores de Transportes Metroviários do DF (SindMetrô), faltam atualmente 800 servidores para o metrô, que conta com pouco menos de mil empregados. Essa, segundo ele, é a causa do cenário “caótico” na qual a companhia se encontra e também da recente greve da categoria, que durou 74 dias.

A próxima reunião da Comissão deve acontecer em outubro e continuará discutindo os rumos do transporte metroviário da cidade, com foco na expansão da malha e na nomeação de aprovados no concurso.

Com informações da Agência Senado

Foto: Geraldo Magela – Agência Senado

Por Gabriel Pontes – Congresso em Foco

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA