CPI da Previdência deve ser prorrogada

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O relator da CPI da Previdência, senador Hélio José (PMDB-DF), informou que o prazo de funcionamento da comissão deve ser prorrogado até o fim do ano. O anúncio foi feito durante a audiência pública promovida pela CPI na tarde desta segunda-feira (7). Segundo o presidente da comissão, senador Paulo Paim (PT-RS), já há mais de 50 assinaturas pedindo a prorrogação da CPI, autorizada a funcionar inicialmente até o dia 8 de setembro.

Hélio José reafirmou o compromisso da CPI “com a verdade e com o povo brasileiro”. De acordo com o relator, a CPI vai buscar confrontar os dados oficiais recebidos do governo com as informações levadas por vários debatedores nas audiências promovidas pela comissão. Hélio José apontou erros contábeis nos dados oficiais e disse já perceber movimentos de setores do governo e do mercado para transformar a previdência pública em privada.

— Precisamos de diálogo e de uma política econômica consistente para os próximos anos. Não podemos fazer uma reforma que penalize os mais pobres — declarou.

O presidente Paulo Paim relatou que, em visita a mais de 30 cidades no Rio Grande do Sul na semana passada, pôde perceber a repercussão positiva da CPI. Segundo o senador, todas as pessoas se mostram perplexas com os dados que evidenciam a aplicação irregular de recursos da Previdência. Ele disse que o principal problema da Previdência é de gestão e acrescentou que a dívida de grandes empresas ultrapassa a marca de “trilhões de reais”.

— O escândalo da Previdência do Brasil é muito pior do que a [a operação] Lava-Jato. Essa reforma não pode acontecer. O trabalhador não pode pagar o que já pagou, enquanto os caloteiros não são penalizados — afirmou Paim.

Na audiência desta segunda-feira, os debatedores foram unânimes em criticar o modelo de reforma proposto e apresentaram algumas sugestões que poderiam diminuir o déficit previdenciário. A audiência foi realizada de forma interativa, com a possibilidade de participação popular. O senador Paim registrou que várias mensagens pela internet traziam críticas à classe política e que cerca de 90% delas reprovavam a reforma da Previdência.

Por Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

 Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

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