NOVO SUPERINTENDENTE DA SPU/DF ANUNCIA METAS PARA REGULARIZAR CONDOMÍNIOS, CHÁCARAS E ASSENTAMENTOS EM TERRAS DA UNIÃO

0
1650

Nilo Gonsalves, (Gonsalves escrito com “s” mesmo) superintendente da SPU/DF, afirmou que o órgão irá promover audiências públicas com moradores de condomínios, chacareiros e assentados que estão em terras da União. O objetivo, segundo ele, é fazer a regularização dessas áreas sem trauma e sem terrorismo. Ele explicou ainda, que a dura manifestação do senador Hélio José (PMDB-DF) foi uma “reação natural” de alguém que foi hostilizado e constrangido por um grupo que manda na SPU/DF, há anos, e que se posicionou contrário a indicação do seu nome.

Após ser empossado na semana passada em meio a uma reação contrária de um grupo de funcionários, o novo chefe da Superintendência do Patrimônio da União do Distrito Federal, Francisco Nilo Gonsalves Júnior disse que a população não aguenta mais viver sobre a síndrome do medo de ter a casa derrubada a qualquer hora pelo GDF sem o direito, sequer, de recorrer da posse.

O que depender da caneta da Superintendência do Patrimônio da União do Distrito Federal nós iremos caminhar com responsabilidade que a legislação exige para a completa regularização dos condomínios consolidados, dos  chacareiros e assentados dentro das áreas pertencentes à SPU”, disse ele ao Radar neste domingo (07).

Para o novo superintendente da SPU/DF, durante anos, o governo local criou uma falsa promessa de regularização fundiária para as milhares de pessoas que vivem hoje dentro do quadrilátero do DF sem nenhuma segurança jurídica.

Ele aponta o prejuízo social que o Estado tem dado a  um terço da população do DF que mora em condomínios na medida em que se omite colocar no centro do debate o grave problema fundiário que, há anos, prejudica o desenvolvimento urbano das cidades.

“É mais fácil para qualquer governador de plantão no Buriti derrubar casas e destruir sonhos de milhares de famílias do que regularizar a situação que só aumentou nesta últimos 30 anos”, apontou.

Nilo Gonsalves disse que o seu propósito como novo gestor da SPU é de contribuir de forma diferente, não apenas formando parcerias com os órgãos de governo como a Terracap, Ibram, Secretaria de Urbanismo e Vara do Meio Ambiente, mas contar com a parceria da própria população por meio das organizações da sociedade civil.

“Vamos propor e ao mesmo tempo queremos ser provocados pela sociedade civil para a realização de audiências públicas em cidades como Vicente Pires, Por do Sol, Sol Nascente, 26 de Setembro, entre outras em que os moradores tenham o direito de opinar e dar informações sobre a situação fundiária que envolve as suas comunidades”, disse.

O novo superintendente defende que a SPU do DF saia do casulo e interaja diretamente com a sociedade que, para ele, é a verdadeira dona de todo o patrimônio administrado pelo  Governo. “A população pouco sabe sobre o órgão e quais os programas voltados  para os setores mais carentes da sociedade que só pode saber se tiver acesso à internet. Vamos manter as portas abertas para que o cidadão seja ouvido, assistido e atendido em seu pleito”, enfatizou.

Por fim, Nilo Gonsalves explicou o episódio que marcou a sua posse no comando da SPU/DF em que o senador Hélio José, em uma gravação divulgada pela internet, diz que nomeia “a melancia que quiser” para o posto e que quem não “estiver com ele” pode “cair fora”.

Nilo Gonçalves contou ao Radar que a indicação do seu nome para a SPU, feita pelo senador peemedebista, foi de pronto vetado por um grupo comando pela petista Valéria Veloso Caetano Soares que há anos controla o órgão.

“A reação foi tamanha a ponto de o secretario geral, Guilherme Estada Rodrigues dizer a mim e ao senador que não haveria mais a posse, criando um mal-estar e constrangimento a todos. É natural que uma pessoa que é constrangida diante de muita gente reaja da forma que reagiu. Sou gestor público há quase 30 anos e reafirmo que não possui nenhuma sociedade com imobiliárias como tentarem disseminar por aí na tentativa de desqualificar a indicação do meu nome”, esclareceu.

Da Redação Radar

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA