Senador Hélio José quer energia fotovoltaica na casa de todos os brasileiros

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O senador Hélio José (PSD-DF), graduado em engenharia elétrica, é um defensor de fontes alternativas de energia. O parlamentar que assumiu o cargo após a saída do atual governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, diz que a prioridade do seu mandato é fazer com que a energia solar seja disponibilizada a todos brasileiros.

“O principal projeto de todos, que tenho, é a questão da energia solar fotovoltaica acessível a todo brasileiro, pobre, rico, quem quiser, micro, pequeno, grande empresário poder bem utilizar a energia que Deus nos deu em abundância que é a solar”.

Para tal, o senador afirma estar empenhado na busca da possibilidade de bancos públicos financiarem a aquisição dos equipamentos para a população. “Estou trabalhando muito para que o BNDES e o Governo Federal propiciem uma linha de crédito de investimento no setor elétrico brasileiro na área fotovoltaica, de energia solar”.

O senador do Distrito Federal está trabalhando bastante para proporcionar melhor utilização de tecnologias energécas. “Todo novo parlamentar tem direito a apresentar R$10 milhões de emenda. Apresentei R$5 milhões para saúde, onde o hospital de Ceilândia, Samambaia e Paranoá teriam autossuficiência energética substituindo todo sistema de lâmpadas para LED, mais durável, econômico e mais luminosidade. Apresentei R$4 milhões para atender 17 escolas da rede pública, onde faríamos a mesma questão. E coloquei R$1 milhão para o meio ambiente, para o Parque do Bosque, visando revitalizar este parque em São Sebastião”.

O atual momento de crise que vive o Distrito Federal é devido a uma desorganização do governo anterior, é o que pensa Hélio José. “O governo do Distrito Federal tem passado um malgrado, tem tido muitas dificuldades nessa parte inicial de governo porque pegou um GDF bastante endividado. Com dificuldade para encaminhar com o servidor público, porque houve grandes reajustes no governo anterior que o governo está com dificuldade de caixa para honrar”.

Hélio José avalia que o governo de Brasília tem feito esforço para melhorar muitas áreas, como saúde. Ele elogia a indicação do atual secretário de saúde e acredita que problemas como horas extras de servidores serão resolvidos.

“O atual secretário de saúde é um gestor em política pública, uma pessoa altamente capacitada. O Fábio ( Fábio Gondim)está estudando maneiras para acabar com um grande problema que são pessoas fazendo serviços dos outros e ganhando metade do que o outro ganha. Quer dizer, o A é o cara que ganha, aí põe o B que é novato para fazer a hora extra, daí o B ganha o salário lá embaixo. Então esse tipo de coisa nós não podemos aceitar na administração pública”, enfatiza.

Mas nem todos os setores têm avançado. O parlamentar afirma que o DETRAN era melhor no governo anterior e que houve uma piora no órgão. “Penso que deve se rediscutir a direção do DETRAN. Acho que a direção do DETRAN é pior do que a anterior. O DETRAN mudou para pior, essa é minha avaliação. É preciso rediscutir a questão da modernização do DETRAN e a questão da valorização de seus servidores”.

Ainda sobre trânsito, o parlamentar destaca projeto de sua autoria que, caso aprovado, tornará obrigatório o uso de cinto de segurança no banco traseiro dos carros. “Apresentei projeto que trata da importância da obrigatoriedade do uso de cinto de segurança dos passageiros de banco traseiro. O Brasil se comoveu com a perda do jovem Cristiano Araújo por estar sem o cinto de segurança no banco traseiro, ele e a jovem namorada dele”, relembra.

Outro aspecto que preocupa o senador é o descuidado com o entorno. Segundo o parlamentar, é preciso ter mais atenção com o entorno para que não haja pressão sobre Brasília, tanto na saúde quanto no transporte.

“O entorno de Brasília também precisa de uma atenção especial. Por não ter uma infraestrutura de saúde adequada os pacientes dessa região acabam sobrecarregando os hospitais. Também a questão do transporte público. Hoje em dia ainda tem gente que fica duas, três horas para chegar ao serviço em Brasília. Acho que nossos irmãos de Brasília não podem ser encarados como uma área do NEM, que não é nem de Goiás, nem de Brasília, nem de Minas e ficando abandonados por lá”.

Hélio José destaca também sua atividade no setor tecnológico do país. Ele chama atenção para a mudança do sinal digital que acontecerá ano que vem no DF. “Gostaria de chamar atenção, até como vice-presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado, que aqui no DF, teremos uma mudança de sinal de analógico para digital a partir do dia 3 de abril de 2016. Se a nossa comunidade, principalmente nas periferias, não tiverem a receptividade adequada deste sinal, suas televisões todas irão parar”.

O senador, que foi um dos fundadores do PSD em Brasília, afirmou que deixará sua atual legenda e que em breve anunciará seu novo partido. “Vou mudar de partido sem nenhuma rusga, sem nenhuma encrenca ou problema com meus amigos do PSD”.

Com a presença do REDE Sustentabilidade no cenário político, e a sangria que tem proporcionado a outros partidos, seria possível que o parlamentar estivesse aderindo à nova legenda, entretanto, o mesmo afirma que não irá para o partido de Marina Silva. “A REDE é um partido muito bacana, tenho muita admiração pela Marina, votei na Marina no primeiro turno. Mas neste caso não é a REDE não. Desejo todo sucesso para a REDE. Mas vai ser outro partido, não será a REDE. Em breve anunciarei qual partido será”.

Confira entrevista

Qual o balanço que o senhor faz da sua atividade parlamentar nesses primeiros dez meses de atuação?

Hélio José

Tem sido realmente um mandato de intensa dedicação. Nestes primeiros dez meses, já procuramos fazer uma série de realizações aqui no Senado Federal. É uma Casa onde as pessoas entram às 8h da manhã e meia-noite ainda não conseguiram concluir suas agendas de tanto trabalho que tem. Porque somos apenas 81 senadores para todos os estados brasileiros. Se fizermos um paralelo com a Câmara dos Deputados, lá são 513 para os 27 estados brasileiros, e o Senado tem apenas 81 para dar conta de todo o recado. O Senado é a Casa revisora da Câmara e vice versa. Quando o projeto é dado entrada no Senado a Casa revisora passa a ser a Câmara. Consequentemente temos que nos desdobrar para fazer o que 513 deputados fazem, com 81 senadores. Aqui, tem muito mais comissões para atuar, por isso que um senador da República atuante participa no mínimo de 8, 9, 10 comissões. E se a pessoa quer se dedicar com toda a propriedade ele precisa trabalhar muito, e eu tenho trabalhado muito. Portanto o balanço que faço é muito positivo. Não tive nenhuma ausência no plenário este ano inteiro, apresentei um número significativo de projetos, já são doze. Apresentei emendas constitucionais, uma série de leis no sentindo de facilitar principalmente a utilização de energia solar que no Brasil está bastante insipiente.

Apresentei projetos que tratam da importância da obrigatoriedade do uso de cinto de segurança dos passageiros de banco traseiro. O Brasil se comoveu com a perda do jovem Cristiano Araújo por estar sem o cinto de segurança no banco traseiro, ele e a jovem namorada dele, uma carreira ceifada aos 29 anos de idade. Apresentei outro que prevê uma rediscussão sobre o estacionamento em aeroportos. Porque quando o presidente Lula conseguiu fazer com que tivéssemos passagens atendendo à classe média e média baixa, que hoje viaja de avião, aumentou bastante a demanda. Hoje acontecem casos incríveis de estacionamento ficar mais caro que a passagem de avião, dependendo do tempo que o carro fica no estacionamento. Então no sentido de podermos propiciar que as famílias vão receber ou despedir dos seus parentes e amigos no aeroporto, eu apresentei um projeto de lei que prevê uma reserva de 10% das vagas para a rotatividade normal deste pessoal. Com a utilização máxima de uma, duas horas, no máximo, e a penalidade de pagar preço em dobro na vaga que é livre, caso ocupem por maior período as vagas destinadas ao custo zero.

São vários projetos que apresentei, mas o destaque fica por conta da questão das fontes alternativas de energia elétrica. Precisamos facilitar para a dona de casa, para as pessoas pobres desse país, nosso micro e pequeno empresário que é o maior gerador de emprego desse país, para que possam bem utilizar a nossa energia que Deus nos deu, que é a energia solar, fotovoltaica.

Quais os projetos principais dentro deste segmento de energia que podemos esperar do seu trabalho?

Hélio José: “precisamos equilibrar o sistema para evitar blackouts”.

Como engenheiro eletricista, esta Casa tem apenas dois engenheiros eletricistas que sou eu e o senador Delcídio do Amaral, outro engenheiro é o nosso senador, atual Ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, nós temos clareza que precisamos equilibrar o sistema para evitar blackouts. Clareza que precisamos tirar essa dependência muito grande da energia hídrica que leva à crise que tivemos, pois estamos na época de maior estiagem, que gerou esta grande crise no sistema elétrico. Apresentamos projetos importantes como o PLS 201 e outros que tratam de energia fotovoltaica e propostas, como a que o BNDES precisa poder financiar a dona de casa, o micro e pequeno empresário, para poder ter um grande gerador de energia distribuída. Porque dessa forma, o sistema paga a si próprio num período máximo de cinco a sete anos, e dura trinta anos. Só tem a ganhar o Estado, o cidadão que colocou, e nós o público que teremos melhores preços e melhor desenvolvimento. Portanto estou trabalhando muito para que o BNDES e o Governo Federal propiciem uma linha de crédito de investimento no setor elétrico brasileiro na área fotovoltaica, de energia solar. Como vice-presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia e Telecomunicações no Senado, tenho atuado bastante nessa área de inovações fotovoltaicas.

Emendas – Um exemplo específico que posso mostrar, eu como jovem parlamentar, e todo novo parlamentar tem direito a apresentar R$10 milhões de emenda. Para o Distrito Federal, apresentei R$5 milhões para saúde, colocando energia solar e trocando todo o sistema de fornecimento de uso de energia de lâmpadas para LED, onde o hospital de Ceilândia, Samambaia e Paranoá teriam autossuficiência energética e ainda substituiríamos todo sistema de lâmpadas para LED, muito mais durável, econômico e mais luminosidade. Apresentei R$4 milhões para atender 17 escolas da rede pública, onde faríamos a mesma questão, trocaríamos todo sistema de iluminação por LED e consequentemente daríamos bom uso para que a escola seja indutora de exemplo aos alunos no sentido de mostrar para as famílias que a questão da energia solar é uma questão de vontade política para se realizar. E também coloquei R$1 milhão para o meio ambiente, para a cidade de São Sebastião onde tem um parque chamado Parque do Bosque, no qual a população foi vítima de uma grande crise que foi a doença da hantavirose que é a doença que envolve urina de rato. Essa emenda é de alta valia porque ela visa revitalizar este parque. Evitar que surja novo surto desta doença e propiciar que o parque seja bem utilizado pela população. Portanto a divisão dos R$10 milhões foi assim: R$5 milhões para saúde, R$4 milhões para a educação e R$1 milhão para o meio ambiente, visando a questão da energia solar, da economicidade na troca dos sistemas, e na qualidade de vida quando procuramos revitalizar um parque.

Qual avaliação que o senhor faz do governo do Distrito Federal nestes primeiros 10 meses?

O governo do Distrito Federal tem passado um malgrado, tem tido muitas dificuldades nessa parte inicial de governo porque pegou um GDF bastante endividado. Pegou o governo devendo várias formas de contrato, com dificuldade para encaminhar com o servidor público, porque houve grandes reajustes no governo anterior que o atual está com dificuldade de caixa para honrar. Começou com greve na saúde, na educação e outras mais. Mas agora o governo, mais uma vez, para ajuste de caixa tem encaminhado algumas propostas para Câmara Legislativa e está com certa dificuldade. Da minha parte, como coordenador da bancada do Distrito Federal que é composta por três senadores e oito deputados federais, tenho feito o possível para ajudar, para poder articular, discutir emendas e poder abrir os caminhos para melhorar a relação do governo do DF que foi de oposição ao governo da Presidência da República. Eu que sou vice-líder do governo, tenho feito o possível e impossível para poder ajudar abrir canais com o GDF. Até porque no partido que estou hoje, o PSD, tem o vice-governador Renato Santana que é um morador de Ceilândia, e tem também outro, o deputado federal que é o Rogério Rosso, presidente do meu atual partido, que é uma pessoa do bem e temos uma ótima relação.

O senhor vai mesmo sair do PSD? Vai para qual partido?

Existem rumores reais de que mudarei de partido. Vou mudar de partido sem nenhuma rusga sem nenhuma encrenca ou problema com meus amigos do PSD. Nós fundamos o PSD, fizemos todo possível para poder dar uma proposta segura para o Distrito Federal. Agora estamos precisando ampliar essa participação, ampliar o leque do Distrito Federal e do Governo Federal em Brasília. Baseado nisso, tenho sido procurado amplamente por alguns partidos aqui do DF, e devo aceitar a proposta de um deles no intuito da gente poder ampliar o nosso leque de ação. Isso tudo numa política que não seja de confronto nem com o governador e nem com o PSD, que tenho o maior carinho e maior estima pelo Renato Santana, pelo Rogério Rosso e pelo pessoal do PSD tanto de Brasília quanto do Brasil.

Seria o REDE Sustentabilidade seu novo partido?

Desejo sucesso à REDE ,mas será outro ´partido".

A REDE é um partido muito bacana, tenho muita admiração pela Marina, votei na Marina no primeiro turno, fiz campanha para ela. Fiz o que poderia fazer para ajudar, tenho a melhor das relações aqui com o Randolfe Rodrigues que é um senador que saiu do PSOL e foi para a REDE, também pelos parlamentares de Brasília que mudaram para a REDE. Mas neste caso não é a REDE não. Desejo todo sucesso para a REDE. Mas vai ser outro partido, não será a REDE.

O senhor tem uma trajetória de atuação sindicalista. Como vê este projeto de terceirização da atividade fim que a Câmara enviou para o Senado?

Acho uma tragédia. Eu como servidor público concursado, como uma pessoa do setor energético que fui testemunha de tantos acidentes de trabalho que ceifaram vidas, que deixaram pessoas mutiladas sem condições de trabalho, acho que esse projeto vai tornar precário de tal maneira serviços essenciais, se ficar como está. O projeto tem algumas coisas que se salvam, como a regulamentação dos atuais terceirizados. Isso sim, precisamos regulamentar. Regularizar para que os direitos dessas pessoas sejam minimamente preservados. Mas o que é inadmissível no projeto é a questão de áreas essenciais serem terceirizadas. Áreas fins não podem ser terceirizadas. Áreas meio, áreas que são possíveis, como serviço de telefonia, de limpeza, de portaria, de guarda, estes são serviços totalmente possíveis de serem terceirizados. Precisamos regulamentar o pleno direito das pessoas, isso é a parte boa do projeto. A parte ruim do projeto é que não posso pegar uma empresa na área fim dela e terceirizar. Por exemplo, uma empresa no setor elétrico, como será trocar os eletricistas que têm que trabalhar com risco permanente, e colocar terceirizado para fazer, aumentando ainda mais os riscos de acidente com morte, de blackout, mais problema e o serviço ficar pior? Como trocar um engenheiro por um que vai receber um terço do salário dele? Qual responsabilidade que ele terá, um engenheiro recém-formado, terceirizado, só para poder pagar menos? Este objetivo de trocar seis por meia dúzia para poder pagar um terço ou a metade, ou até um quarto do salário para piorar é inadmissível. E pode ter certeza, que eu atuando na Comissão de Direitos Humanos, e aqui no Senado Federal, jamais vou colaborar com este tipo de coisa.

O governo federal tem tentado fazer os ajustes necessários para economia. O senhor acredita que o Senado aprove estes ajustes fiscais?

Eu sou um otimista. Estou vendo que a presidenta Dilma tem feito um esforço danado para poder dialogar com todo mundo. Inclusive acaba de apresentar uma reforma ministerial onde amplia o diálogo e a participação de todos, no intuito de fazer um grande pacto pelo Brasil. Um grande pacto pelo desenvolvimento, pela retomada do crescimento e pela superação da crise. Quero crer que as turbulências vão passar e o Brasil vai retomar seu rumo. Creio que dentro das possibilidades, o Palácio do Planalto, a bancada do governo está fazendo o possível para poder ajudar o nosso país.

Como o senhor avalia o estado da saúde, segurança pública e educação do Distrito federal e os pontos que possam melhorar?

SEGURANÇA – A segurança é uma preocupação de todos nós. Saímos de casa todo o dia e não sabemos se voltaremos inteiros para casa. Para nós é fundamental que façamos mais investimentos em segurança levando mais tranquilidade para nossa população que anda amedrontada. Por isso que sempre valorizo nossos policiais do Distrito Federal, a PMDF, com nosso quadro do corpo de Bombeiros Militar, que é uma das policias mais preparadas e bem formadas deste país. A Polícia Civil que tem uma equiparação com a Polícia Federal que deve ser mantida, não tem sentido quebrar esse paradigma. Portanto a área de segurança pública tem de ser valorizada. Já fiz alguns discursos aqui na tribuna do Senado colocando sobre algumas tragédias que aconteceram contra alguns militares. Por exemplo, aquele policial do Paranoá que foi covardemente assassinado cumprindo sua tarefa de defender uma mãe de família que estava sendo agredida por um presidiário que tinha sido colocado no “saidão”. O cara com três crimes nas costas, o policial vai lá salvar a esposa do cara, levou um balaço e morreu. Por isso aqui nós votamos e definimos crime hediondo os crimes cometidos contra os agentes de segurança. Foi um debate intenso, eu tinha feito um discurso no Senado sobre isso, em apoio ao sargento. Fiz outro com relação ao sargento também morto lá em Sobradinho por conta do serviço dele de repreensão ao tráfico. Fiz dois discursos sobre as escolas do Batalhão Militar que precisam ser ampliadas e melhor equipadas. A Polícia Militar do DF, que é muito boa, precisa melhorar ainda nesta questão de assistência ao batalhão escolar.

Civil – A Polícia Civil está precisando de quadro. É preciso contratar os aprovados, fazer mais concurso, o quadro é pequeno e restrito. Não tem policial suficiente para colocar nas delegacias de polícia. O diretor geral da Polícia Civil é uma pessoa sensacional, o Eric Seba que tem uma boa atuação. O comando da Polícia Militar do Coronel Ribas e do Coronel Cesar também é um bom comando. O comando do corpo de Bombeiros Militar, o coronel Hamilton também tem desempenhado suas tarefas. Portanto creio que está bem isso aí. A Secretaria de Segurança pública também tem procurado fazer seu trabalho, acho que ela poderia ter procurado melhorar na articulação com estes comandos. E além de fazer uma articulação maior com estes ótimos comandos da PM, Civil e Bombeiros, deveria resgatar o projeto importante que foi desmembrado que é o esporte à meia-noite. A SUPROC foi retalhada e não deveria ter ocorrido isso. Eu disse ao secretário que seria importante discutir uma alternativa para a manutenção daquele importante programa.

“Penso que deve se rediscutir a direção do DETRAN" ,afirma Hélio José.

DETRAN – Tenho minhas críticas à forma como foi composta a diretoria do DETRAN. Acho que era um órgão que dava certo no governo anterior e que deveria ter sido mais bem equipado. Acho que o DETRAN carece de uma atenção especial, e que deveria ter algumas mudanças no DETRAN. Penso que deve se rediscutir a direção do DETRAN. Sobre o DETRAN a questão é política. Acho que a direção do DETRAN é pior do que a anterior. Minha avaliação é que ela é pior do que a anterior. O DETRAN mudou para pior, essa é minha avaliação. É preciso rediscutir a questão da modernização do DETRAN e a questão da valorização de seus servidores e o trabalho do DETRAN.

Saúde – A Secretaria de Saúde começou com vários problemas de direção, de trabalho, mas acho que houve uma mudança para melhor. O atual secretário de saúde é um gestor em política pública, uma pessoa altamente capacitada, que tem procurado ouvir todos os setores. Aqui no Senado, eu mesmo organizei duas audiências públicas para colaborar com a saúde do DF. O secretário de saúde e a secretária adjunta de saúde são pessoas preparadas. A secretária adjunta que é uma médica a Dr. Eliene é uma pessoa tecnicamente conhecedora de toda questão e que está debruçada para ajudar a recuperação da Secretaria de Saúde. Esse é um dos maiores problemas que nós temos no Distrito Federal que praticamente descontenta todo mundo porque a infraestrutura é precária, é antiga, não atende todo mundo, faz tempo que não há investimento no setor.

A categoria está um tanto quanto revoltada com a forma com que o governo anterior encarou os aumentos, inclusive gerando uma série de injustiças. Por exemplo, se pegarmos a carreira dos médicos e dos dentistas que são duas ótimas categorias, mas porque uma é da carreira do governador Agnelo que é medico, e a outra carreira de um dos secretários que era dentista, faz o acerto para eles discriminando, coisa que nunca aconteceu, nunca aconteceu no Distrito Federal, discriminando os outros níveis superiores, que são os enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas e as demais categorias que ficaram como patinho feio da coisa, ganharam a metade, isso foi uma atitude que não ajudou. A Secretaria de Saúde tem que rediscutir essa questão para que haja equidade entre os técnicos de nível superior.

Acho que o Fábio Gondim está estudando maneiras para agilizar, para melhor gerir, para acabar com um grande problema que são pessoas fazendo serviços dos outros e ganhando metade do que o outro ganha. Porque o cara é contratado para fazer a hora dele, aí paga o recém-formado que ganha muito menos na hora extra, para fazer a hora extra do cara, e a hora extra é dez, dá para o novato dois e fatura oito. Esse tipo de coisa tem que acabar. Quem faz a hora extra é que tem que receber pelo valor que ele recebe de salário. Não é o terceiro que vai ocupar o lugar do outro para fazer a hora extra. Quer dizer, o A é o cara que ganha, aí põe o B para fazer, daí o B ganha o salário lá embaixo; o A dá uma melhorzinha para o B e ganha a diferença. Então esse tipo de coisa nós não podemos aceitar na administração pública, e tenho certeza que o Fábio está empenhado em cuidar disso.

Além disso, precisamos valorizar os técnicos de nível médio. Os técnicos que estão lá na ponta, a atenção primária da saúde é fundamental para esvaziar os hospitais. Só tem como os hospitais atender bem o nosso povo, se os postos de saúde, as policlínicas e as UPAS funcionarem de forma correta. Para isso acontecer, precisamos valorizar os técnicos, os enfermeiros, nutricionistas, assistentes sociais que são os que estão lá na ponta atendendo o nosso povo e fazendo a parte primária.

As Organizações Sociais de Saúde seriam uma boa opção para o DF?

A questão de O.S. é uma experiência que tem sido bem sucedida em alguns estados. Em Goiás, por exemplo, o HUGO, que é o Hospital de Urgências de Goiânia, era um hospital totalmente público que passou por uma experiência de O.S., que têm suas dificuldades e suas facilidades. Para Brasília, creio que como capital do país, para mostrar a importância do SUS, que essa mudança para O.S. seja uma experiência a ser debatida. Temos um péssimo exemplo que foi a questão de Santa Maria que não funcionou quanto O.S. O governador está tentando articular, fazer um modelo via hospital da polícia militar do DF. Acho que será um bom exemplo se funcionar, para fazer a complementariedade da saúde no DF. Organiza-se o que está aí pelo SUS e de repente hospitais novos como o que o governo prometeu fazer em São Sebastião e Recanto das Emas poderiam já vir com uma parceria público privada nesse formato, como uma experiência a ser instalada. Temos é que melhorar o que está aí e não desarticular.

Entorno – O entorno de Brasília também precisa de uma atenção especial. Por não ter uma infraestrutura de saúde adequada os pacientes dessa região acabam sobrecarregando os hospitais. O Distrito Federal sofre muito com isso. Sou vice-presidente da Frente Parlamentar Mista do Entorno, da RIDE, onde eu batalho para que o governo cumpra uma lei de 1946, quando previa a construção do Distrito Federal, o artigo 28 definia que toda infraestrutura urbana de saúde, de transporte de 30 quilômetros do quadrilátero do Distrito Federal, o governo federal tinha que garantir. Porque se estivesse acontecendo isso, teríamos um entorno bom e tranquilo e não hoje causando essa pressão toda sobre Brasília que acaba ficando ruim para eles, para nós, para todo mundo. Por isso temos que trabalhar muito na RIDE. Tenho o maior carinho pela RIDE, acho que nossos irmãos de Brasília não podem ser encarados como uma área do NEM, quem não é nem de Goiás, nem de Brasília, nem de Minas e ficando abandonados por lá. Portanto o entorno, temos que tê-los como parceiros para poder ajudar o próprio Distrito Federal.

Filas, expresso Santa maria,ascomTransporte – A maior demanda do entorno é também a questão do transporte público. Hoje em dia ainda tem gente que fica duas, três horas para chegar ao serviço em Brasília, por causa do engarrafamento e por causa da dificuldade de locomoção. Por isso hoje está na praça a discussão do trem que liga Luziânia a Brasília, a iniciativa será lançada até a próxima semana para receber propostas. A gente precisa minimamente tornar realidade este trem de passageiros Brasília-Luziânia, no sentido de ajudar essas 400 mil pessoas que vêm do entorno, de Valparaíso, Jardim Ingá, Santa Maria, para evitar essa pressão de carro para Brasília.

Educação – A área de educação passa por grandes dificuldades. Porque o professor, mais conhecido popularmente como “sofressor”, é uma pessoa que sofre muitas dificuldades no seu âmbito de atuação. Portanto, precisamos investir em modernidade, como lousas eletrônicas para evitar que essas lousas a pó de giz fiquem matando as pessoas com problemas respiratórios. Investir em qualidade, em informatização, em melhorias para que os professores possam desempenhar bem suas tarefas, para que os auxiliares de ensino também possam ter seu devido reconhecimento. Precisamos reequipar as escolas, ter professores adequados o suficiente para não termos salas de aula onde os alunos são dispensados por falta de professor. Então temos que dar uma atenção especial. Já que o governador tinha como plano fazer escola integral, se a gente ainda não tem fundo para fazer esta escola integral, que pelo menos dê condição de funcionamento adequado da estrutura que aí está como forma segura para as famílias. Por isso que precisamos também da PM, do Batalhão Escolar, para isso que precisamos dos professores em condições de trabalho, precisamos da escola realmente livre da marginalidade que a cerca. Para que o pai e a mãe sintam-se seguros quanto aos seus filhos com a presença do policiamento e segurança, com uma boa estrutura escolar.

O que representa para o país ter uma infraestrutura moderna, a atual crise não afetará o desenvolvimento desta infraestrutura?

O trabalho é de médio a longo prazo. Infraestrutura aborda obras muito grandes, obras importantes para o desenvolvimento dos estados, municípios, o país como um todo, que não se fazem da noite para o dia. Claro, existem infraestruturas mínimas aquelas que são essenciais que se façam imediatamente, mas a infraestrutura real é feita via planejamento, via projeto. Como presidente da Frente Parlamentar Mista da Infraestrutura, encaro como um dos principais aspectos para o desenvolvimento do nosso país exatamente o planejamento adequado e o investimento na infraestrutura urbana. Tanto é que louvo o ministério do meu partido hoje, do ministro Kassab, por estar sendo parceiro do DF na urbanização do Sol Nascente, na urbanização futura do Morro da Cruz, do condomínio Porto Rico e do Pôr do Sol que foram os quatro mais citados na campanha eleitoral e que cabe ao nosso governo colaborar. Estou 100% dedicado a ajudar a trazer infraestrutura urbana, água, energia, transporte adequado para atender estas regiões tão importantes do Distrito Federal. Então a Frente Parlamentar Mista da Infraestrutura é fundamental. Nós não tratamos apenas de obras de água e esgoto, mas de toda infraestrutura nacional.

Sinal Digital – Outra questão que gostaria de chamar atenção, até como vice-presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado, é que nós aqui do DF teremos uma mudança de sinal de analógico para digital a partir do dia 3 de abril de 2016. Vai acabar o sinal analógico e tudo será digital em Brasília. Se a nossa comunidade, principalmente nas periferias, não tiverem a receptividade adequada deste sinal, suas televisões todas irão parar. Portanto é preciso trocar antenas, trocar aquelas TVs de tubo por uma TV mais moderna que pegue sinal digital. A qualidade será muito superior, mas a maioria dos aparelhos está ultrapassada. Então tem de fazer algumas adaptações. Tenho trabalhado muito com a ABERT, com os sistemas de comunicação, para que a gente divulgue para nossa população, para se preparar na questão do “setup box” que é o conversor necessário de sinal para que a pessoa não tenha problema na recepção do sinal digital.

Quais projetos principais que o senhor tentará aprovar até o término de seu mandato? Quais projetos políticos o senhor tem, a partir daí?

É cedo ainda para darmos 100% de certeza qual é o futuro projeto. Sou senador da república, quero fazer o melhor mandato, colocar o julgamento nas urnas. Quem sabe de repente conseguir quebrar o paradigma existente em Brasília de que nunca um senador da república que foi suplente, que a assumiu o mandato de titular, se reelegeu. Portanto eu trabalho incessantemente para poder ter a possibilidade de quebrar este paradigma. Mas como Deus diz que o futuro a Ele pertence, e eu sou temente a Deus e defendo a família, os valores cristãos, não posso precisamente dizer é isso ou aquilo. Procuro fazer o melhor mandato para ser bem avaliado no que estou fazendo.

"Por isso é que sempre falo aqui nessa Casa em Energia Solar, energia fotovoltaica".

Com relação à aprovação de projetos, o principal projeto de todos é a questão da energia solar fotovoltaica acessível a todo brasileiro, pobre, rico, médio, quem quiser, micro, pequeno, grande empresário poder bem utilizar a energia que Deus nos deu em abundância que é a solar. É o principal projeto. Por isso é que sempre falo aqui nessa Casa em Energia Solar, energia fotovoltaica. O segundo são os projetos de alcance de melhora da qualidade de vida para as pessoas. Acho que o grande pagador de imposto desse país que é a população em geral, e principalmente os mais humildes, tem que ser vista dentro da plenitude para que possa ter seus direitos preservados. Eu como servidor público concursado, vejo que é necessário que o servidor público que faz a interface entre governo e Estado, que está aí nem para dar lucro, nem prejuízo, está aqui para fazer o melhor para nossa população, para gerar desenvolvimento. Portanto tudo que estiver de encontro da defesa da família, da melhoria da qualidade de vida, da defesa de políticas sociais, habitação, setor produtivo e do servidor público, vai ter meu apoio nessa Casa e minha articulação.

Atuação nas Comissões do Senado

Atividade no Senado – Participo de várias comissões onde estou tentando de um jeito ou de outro atuar em prol de nossa população. A Comissão de Assuntos Econômicos onde qualquer assunto que envolve finanças tem que ser analisada no Congresso. As duas comissões mais importantes no Senado Federal que é a Comissão de Assuntos econômicos e Comissão de Constituição e Justiça. Faço questão de dar uma prioridade à Comissão de Assuntos Econômicos porque não existe nada neste país que não passe pela Comissão de Assuntos Econômicos na qual eu atuo. Sou inclusive representante do governo nela, como vice-líder do governo nesta Casa.

Sou vice-presidente da Comissão de Ciências Tecnologias e Inovações, acho isso essencial, o brasileiro é criativo por natureza. Santos Dumont, Carlos Chagas, tanta gente que fez tanta coisa boa neste país, que só nos orgulham de sermos brasileiros. Como sou humanista por natureza, valorizo principalmente os menos favorecidos. Não podia deixar de atuar na Comissão de Direito Humanos, onde procuramos discutir e evitar descriminação principalmente com os mais fracos da sociedade. Porque se Deus nos colocou aqui foi minimamente para dar uma discussão correta e de equidade do direito das pessoas menos favorecidas onde defendemos todas estas questões.

Tenho também uma atuação bem importante na Comissão de Educação Cultura e Esporte, porque eu não concebo um país desenvolvido sem a melhoria da educação, sem valorizar sua cultura e seu talento. Estou também na CPI do futebol, ajudando a organizar a questão da CBF. Estou na CPI do CARF que apura aquelas cachorradas que aconteceu lá no CARF. Estou também na CDR, que também considero uma comissão de alta validade. O Brasil tem um potencial turístico enorme inexplorado, não suficientemente divulgado. Como membro da Comissão de Desenvolvimento Regional, procuro fazer o que posso, sou vice-presidente da Frente Parlamentar Mista do Turismo, exatamente para que o Brasil possa melhor vender seu potencial, aumentar seu PIB nessa área de turismo.

Atuo em outras comissões também importantes e uma delas que não posso deixar de registrar que é a Comissão Mista do Orçamento. Sou o único da bancada do DF, onde sou relator da Comissão Mista de Orçamento da Indústria do Comércio e da Micro e Pequena Empresa. Exatamente para defender o setor produtivo, o desenvolvimento. Tenho este privilégio de participar desta importantíssima comissão que vai definir o rumo do nosso país para o próximo ano e todos os investimentos nessa área. Tem me dado muito trabalho, mas enquanto coordenador da bancada do DF tenho feito o possível e o impossível para ajudarmos a melhorar.

Também na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional que tem uma importância capital para o país. Porque como na tecnologia que a gente atua bastante de energia alternativa, fotovoltaica, eólica, biomassa, como a maior tecnologia está no exterior, na CRE a gente aponta, faz oitiva e discute com todos os embaixadores brasileiros que são enviados ao exterior, com toda política internacional. Portanto é muito importante esta atuação na CRE.

Uma questão também importante, que acabei de participar, é o PARLATINO. Acabei de voltar do México. Fui a Cuba recentemente, vou a Aruba agora no final do mês exatamente para discutir. Sou encarregado pelo ministro do PARLATINO, que é o parlamento latino-americano para fazer uma proposta de lei marco para energia solar. Vamos discutir uma carta de energia solar do Distrito Federal e mais alternativas. Iremos propiciar que nossa América Latina, pelo PARLATINO, melhor aproveite esse presente que Deus deu que é toda essa abundância solar que garante para nós uma capacidade de aproveitamento imensa e que está sendo subaproveitada em toda América, não só no Brasil.

Fonte: Eliezer Lacerda, Blog Edgar Lisboa
http://www.edgarlisboa.com.br/reporter-brasilia/senador-helio-jose-quer-energia-fotovoltaica-na-casa-de-todos-os-brasileiros/

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