Hélio José defende que todo cidadão tenha facilidade ao acesso as bibliotecas do DF

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Em discurso proferido nesta tarde de quarta-feira (15) na tribuna do Plenário do Senado Federal, o senador Hélio José (PMDB/DF) ressaltou a importância da população em geral ter pleno acesso a livros, leituras e literatura em bibliotecas públicas do Distrito Federal.

O peemedebista ressaltou como é importante facilitar o acesso do público nas bibliotecas da cidade. Ele enfatizou dizendo que são três os pilares da construção de uma sociedade leitora: a familiaridade com o livro que as crianças adquirem na própria casa; a presença de bibliotecas públicas para acesso gratuito aos acervos; e disponibilidade que a população tem aos livros, seja por quais meios forem: livrarias, feiras de livros E festivais de leitura.

Hélio José destacou que existem acervos importantes em bibliotecas universitárias, como é o caso da UnB, Uniceub, Unieuro, Unip, e assim por diante; ou bibliotecas na Câmara dos Deputados, no Senado Federal, nos ministérios e na própria Presidência da República. Mas, estes ficam restritos a determinadas comunidades, por serem acervos especializados.

Recentemente foi levantado em pesquisas um demonstrativo pouco animador que diz que no DF, as políticas públicas para bibliotecas deixam a desejar –  a começar pelo modelo descentralizado, em que cada Região Administrativa responde pela biblioteca local.

O resultado, mostrou que quase todos os equipamentos estão defasados e faltam muitas coisas. Não tem estantes, a catalogação é inadequada; no atendimento ao público, não há serviço regular de empréstimo, serviço de pesquisa ou telecentro. E, algumas das poucas com alguma infraestrutura – como a de Taguatinga, Sobradinho II, Candangolândia, Recanto das Emas e Ceilândia – ainda não atendem a contento e são insuficientes.

Falta de apoio do GDF

 “O modelo desconcentrado do Governo do Distrito Federal, não permite que se tenha uma rede que conecte acervos e que facilite o acesso aos livros, por exemplo; tampouco o GDF dispõe de recursos e autonomia orçamentária para ampliar e melhorar o acervo; ou orçamento para permitir a contratação de profissionais de biblioteconomia em condições ideais”, declarou o senador.

Para se ter uma ideia, em todo o sistema de bibliotecas, apenas seis bibliotecários atendem os estabelecimentos. No que diz respeito a acesso à internet, das 26 bibliotecas públicas do DF, somente 4 têm essa disponibilidade: a do Cruzeiro, a de Sobradinho, a de Ceilândia e a da Candangolândia.

Outra questão abordada pelo parlamentar é a separação entre bibliotecas vinculadas às administrações regionais, à Secretaria de Cultura ou à Secretaria de Educação que são 575 salas de leitura no total, e poucas podem ser chamadas de biblioteca. Destas, 87 estão fechadas. Contesta  Hélio José.

“Desejo que o GDF não demore outros 60 anos para atualizar os acervos das bibliotecas. Espero que o governo local não demore a estabelecer conexões entre esses acervos para finalmente permitir a efetiva utilização destes bens de cultura – dos livros, em favor da cidade e dos cidadãos brasilienses que precisam fazer o bom uso das bibliotecas e das políticas de estímulo à leitura”, finaliza o senador.

Foto: Jefferson Rudy – Agência Senado

ASCOM

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