Senador Hélio José questiona falta de gestão da CEB e do Metrô-DF

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Sucateamento de sistema elétrico e falta investimento em quadro pessoal estão entre possíveis causas de sucessivas falhas. que atingem os órgãos do GDF
Na segunda-feira (11/Jul), o senador Hélio José (PMDB-DF) ocupou a tribuna do Senado Federal para lembrar o apagão, na noite de 27 de junho, decorrente de explosão na subestação de energia da Companhia Energética de Brasília (CEB), nas proximidades do Senado Federal e do Palácio do Planalto. O parlamentar cobrará explicações sobre a gestão da CEB e e do Metrô-DF, também atingido com o blecaute atribuído a precariedades e falta de gestão do GDF.
O senador lembrou que a explosão deixou os prédios da Esplanada dos Ministérios e parte do Setor Sudoeste sem energia elétrica. O episódio causou ainda, transtornos aos passageiros de três trens do Metrô-DF, obrigados a ficar parados na estação Estrada Parque, por mais de vinte minutos, dentro de vagões superlotados. Isso, em horário de grande fluxo de pessoas pois coincidiu com o deslocamento de centenas de trabalhadores brasilienses.
Precariedade na CEB
O peemedebista observou que a explosão naquela subestação da CEB não foi um episódio isolado. “Foi a segunda explosão seguida de incêndio, na mesma subestação, em menos de dois anos”, disse ao enfatizar que o colapso não teve causa natural ou qualquer outro fenômeno imprevisível e lembrou a precariedade do sistema elétrico no DF. “Empregados da própria CEB reconheceram que a estrutura dessa e de outras instalações da empresa estão sucateadas e vêm funcionando precariamente nos últimos tempos.”, concluiu.
Precariedade no Metrô-DF
Hélio José apontou que o sucateamento também compromete o atendimento aos usuários do Metrô-DF e os expõe a riscos, ao relembrar uma falha elétrica próxima a Estação Arniqueiras na manhã de 22 de junho. “Alguns passageiros se assustaram e pressionaram o botão de emergência dos trens, causando verdadeiro pânico entre os demais usuários do serviço.”.
O parlamentar sugeriu que o Metro-DF “parece  funcionar em regime de teste”, mesmo após 10 anos da inauguração do serviço metroviário no DF. Entre os motivos estão as estações não inauguradas e a deficiência na limpeza das estruturas metroviárias.
Falta de servidores
O parlamentar lembrou também que a falta de servidores no Metro-DF impacta diretamente tanto na precariedade do sistema metroviário e ainda no serviço de segurança aos passageiros.” Um reforço no corpo de funcionários talvez ajudasse. Mas muitos dos aprovados no último concurso, que ocorreu há quase três anos, até agora não foram nomeados.”
Prioridades
Hélio José criticou a falta de prioridade por parte do governador, Rodrigo Rollemberg (PSB), ao deixar de investir no transporte de massa, que possibilitaria a redução de emissão de poluentes, para gastar com obras que beneficiam um pequeno volume de pessoas.
“Enquanto se gastam tempo e recursos na construção de ciclovias, que atendem a uma pequena parcela da população, mais para lazer do que para transporte propriamente dito, posterga-se sem previsão a implantação do VLT, com maior capacidade de transporte e bem menos poluente que os cinzentos ônibus velhos que circulam em nossas avenidas.”
Audiência Pública
Helio José teve um requerimento aprovado na quarta-feira (13/Jul) para a realização de audiência pública, no âmbito da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa, que deve ocorrer em agosto. O objetivo é promover um debate em os diversos agentes envolvidos para apurar as causas dos problemas do Metrô/DF.

Por: Ascom Hélio José
Foto: Renan Araujo

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