Hélio José condena “desconstrução” da imagem de políticos – 02/02/2016

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O SR. HÉLIO JOSÉ (Bloco Maioria/PMB – DF. Como Líder. Sem revisão do orador.) – Quero agradecer ao nosso nobre Senador Elmano Férrer, do querido Piauí, lembrando novamente que Brasília é a segunda maior cidade do Piauí, só perde para Teresina, mandando um abraço a toda a embaixada piauiense em Brasília. Saúdo V. Exª. Estou tendo a honra de ser presidido nos trabalhos por V. Exª.

O SR. PRESIDENTE (Elmano Férrer. Bloco União e Força/PTB – PI) – Obrigado, Senador.

O SR. HÉLIO JOSÉ (Bloco Maioria/PMB – DF) – Quero cumprimentar os nossos ouvintes da Rádio e TV Senado. Cumprimento também os nossos Senadores aqui presentes no início dos  trabalhos. Cumprimento o Senador Ivo Cassol, o Senador Randolfe, o Senador Cássio Cunha Lima, o o Senador do Rio Grande do Sul, Lasier, o Senador Caiado e todos os que passaram por aqui hoje, dizendo que iniciamos os trabalhos legislativos.

Eu não poderia, de forma nenhuma, deixar de passar por esta tribuna, em nome do Partido da Mulher Brasileira, como Líder do PMB no Senado.

Quero fazer todas as saudações e dizer que é importante que confiarmos e acreditarmos no País, que precisa voltar a crescer, precisa voltar a ter os patamares de desenvolvimento, um processo em que tenhamos segurança para investir em infraestrutura, para investir nas obras necessárias para a geração de empregos e para que o nosso povo tenha tranquilidade.

Quero registrar aqui o meu descontentamento com a política de desconstrução pública das Lideranças. Eu não falo do Lula, do Aécio, do Serra. É de nós aqui, próprios, é de todo mundo. Eu acho que essa política de desconstrução das nossas Lideranças não leva a lugar nenhum. Todas as pessoas que porventura tenham cometido desatinos, erros têm que ser julgadas por esses fatos, por essas situações.

O Brasil teve um grande processo de desenvolvimento, para alcançar uma posição adequada nos cenários nacional e mundial com os oito anos do Presidente Lula, que fez um governo admirável por todos. Os quatro anos da Presidente Dilma foram julgados pela população, que a reelegeu. Hoje há uma crise instalada, que a gente espera que seja superada.

A  Presidenta da República esteve hoje, aqui, no Senado Federal, no Congresso Nacional, na plenária conjunta, onde estavam presentes a Presidenta e todos os seus Ministros, além do Presidente do Supremo Tribunal Federal, do Presidente da Câmara e do Presidente do TCU, trazendo uma proposta de trabalho, visando à retomada do desenvolvimento e à retomada do crescimento do nosso País.

E eu quero acreditar que esse é o caminho ideal, trazendo uma proposta política para que nós possamos debater aqui, nessa tribuna, fazer as melhorias que precisam ser feitas nessa proposta política, para que o Brasil possa avançar.

Essa é a mensagem que o Partido da Mulher Brasileira passa, porque nós queremos a geração de empregos, nós queremos um Brasil que volte a andar, realmente, na linha adequada. E eu tenho certeza de que a Presidente Dilma está imbuída disso, vendo hoje o seu discurso e sua presença aqui.

Respeito todos os colegas Parlamentares do PT, do PSDB e de outros partidos que vieram colocar as suas posições, mas, em nome do PMB, o que a gente gostaria… Os processos estão na Justiça, a Justiça está funcionando, o Judiciário está funcionando. E o Judiciário, com certeza, vai dar um retorno de todos os processos que lá foram julgados. E que a gente não ficasse nesse trabalho nem de desconstrução da Liderança A nem da Liderança B, porque o Brasil precisa de seus Líderes fortalecidos.

Todos os processos contra corruptos e crimes estão correndo na Justiça, que, com certeza, apurará a verdade dos fatos.

Portanto, vamos apostar em um Brasil que segue em frente, na busca de superação da crise econômica e do desenvolvimento social.

Como falei, hoje recebemos a visita da Presidenta, que mostrou o seu plano de trabalho, além do Presidente do Supremo e de outros presidentes de poderes. Esperamos analisar com tranquilidade essas propostas aqui no Congresso Nacional e contribuir para o bem dos Estados e para o bem do Brasil

Além dessa questão, venho à tribuna para comunicar a todos de Brasília e do Brasil que estamos de luto, estamos muito tristes, pois mais uma vez a violência toma conta do Distrito Federal.

Hoje, um servidor desta Casa, uma pessoa dedicada, um pai de família que, com sacrifício, paga a escola dos seus filhos, tirou seu carro zero de uma revendedora de veículos de Brasília e foi buscar seus filhos com alegria e satisfação por ter conseguido esse bem. Chegando lá, foi recebido por um menor – segundo informações é menor – assassino, que deu três tiros no nosso funcionário, a quem eu quero render todas as homenagens.

Eli Roberto Chagas, servidor desta Casa, do gabinete do Senador Eduardo Amorim, foi covardemente assassinado quando buscava seus dois filhos em uma escola, pasmem, senhores, no Guará, uma cidade a 15 quilômetros daqui, uma cidade de classe média alta do Distrito Federal, onde há um convívio bastante adequado. A violência está tomando conta, e nós temos que trabalhar pelo fim dessa violência.

Não podia deixar de vir aqui me solidarizar com a família de Eli Roberto Chagas, covardemente assassinado na tarde de hoje por um menor que se encontra foragido até este momento. O carro da vítima já foi localizado. As duas crianças, filhas do nosso servidor, que têm 13 e 15 anos, estavam na escola no momento do assassinato do pai. E não puderam nem sair pelo choque de ver uma pessoa honesta, um pai de família morto de repente, na porta de uma escola, pasmem, senhores, a mais ou menos um quilômetro do batalhão da Polícia Militar, a mais ou menos um quilômetro do batalhão do Corpo de Bombeiros Militar, na cidade do Guará, bem pertinho daqui, bem pertinho.

O meu querido Senador Ivo Cassol quer fazer um aparte. Faço questão de concedê-lo. Quero apenas concluir esse parágrafo.

Pasmem, senhores! Não dá para aceitar essa violência.

Quero fazer um comentário sobre a segurança pública e sobre a Polícia do DF, mas vou fazê-lo depois do aparte que vou conceder ao meu querido Senador Ivo Cassol, do PP, de Rondônia.

O Sr. Ivo Cassol (Bloco Parlamentar Democracia Progressista/PP – RO) – Obrigado, Senador Hélio José. Também quero, neste momento, ser solidário à família do servidor desta Casa que foi assassinado hoje por um menor. Fico triste, porque, muitas vezes, vejo colegas desta Casa ou do Congresso Nacional, da Câmara dos Deputados, fazerem a defesa desses menores. Costumam dizer que são menores infratores. Eu não costumo ficar alisando, não! Esse é um menor bandido mesmo! Daqui a pouco, ele estará com 18 anos de idade, vai ficar por seis meses nem é na cadeia, mas em um centro socioeducativo de recuperação. Esse pai de família foi buscar os filhos. Ele havia comprado um carro zero. Há pouco, o Júnior, assessor desta Casa, servidor desta Casa, que é colega dele também, estava me contando que, quando ele foi abordado e foi dada a voz do assalto, ele entregou a chave, mas, mesmo assim, esse bandido, esse delinquente… E, se há alguém aqui que está com dó dele, que o leve para casa!

O SR. HÉLIO JOSÉ (Bloco Maioria/PMB – DF) – Exato!

O Sr. Ivo Cassol (Bloco Parlamentar Democracia Progressista/PP – RO) – Que o leve para casa, coloque-o na sua casa! Se tem dó de vagabundo, de assassino, de ladrão, leve-o para dentro de casa! Então, é com isso que fico revoltado.

(Soa a campainha.)

O Sr. Ivo Cassol (Bloco Parlamentar Democracia Progressista/PP – RO) – Infelizmente, nesta Casa, no Senado, no Congresso Nacional, nós estamos deixando a desejar para a sociedade quanto às mudanças de que nossa legislação tanto precisa.

O SR. HÉLIO JOSÉ (Bloco Maioria/PMB – DF) – Com certeza.

O Sr. Ivo Cassol (Bloco Parlamentar Democracia Progressista/PP – RO) – Discute-se muito aqui quem entra, quem sai, quem cassa e quem não cassa, quem faz e quem não faz, quem é culpado deste roubo, da corrupção que está dividindo o Brasil. Uns querem culpar os mortos, outros querem culpar os futuros vivos que vêm pela frente. Temos de acabar com isso! Precisamos começar a exercer o direito que temos, para fazermos uma legislação. Nos Estados Unidos – nesta semana, isto passou no Fantástico –, há a maior amostra de armamento do mundo sendo vendida e comercializada. Lá eles têm o direito de usar armas. E vejam quantos assassinatos houve durante o ano passado inteiro: 30 mil assassinatos! Aqui no Brasil, o pessoal de bem não pode andar armado, e bandido pode andar armado, menor pode andar armado. Quantas mil pessoas morreram aqui proporcionalmente? Então, do que precisamos? Pegar esses criminosos, independentemente da idade, que cometem um crime bárbaro igual a este. Eles devem ser responsabilizados na forma da lei, como qualquer marmanjo hoje é responsabilizado. Então, sou solidário a você. O povo de Brasília está de luto, e eu estou de luto junto.

O SR. HÉLIO JOSÉ (Bloco Maioria/PMB – DF) – Muito obrigado.

O Sr. Ivo Cassol (Bloco Parlamentar Democracia Progressista/PP – RO) – Estou de luto junto! É inaceitável que nós aqui não façamos as mudanças necessárias!

O SR. HÉLIO JOSÉ (Bloco Maioria/PMB – DF) – Com certeza, o Senador Ivo Cassol tem grande razão no que coloca. Eu acredito que não dá para continuar passando a mão na cabeça dessa delinquência, não dá para continuar passando a mão na cabeça de bandido, porque lugar de bandido é na cadeia! Quem rouba, quem mata, quem assassina, quem faz esse tipo de coisa, igual aos corruptos, tem de ir para a cadeia! Então, nós não podemos ser coniventes com isso.

Há mais ou menos 15 ou 20 dias, houve algumas mudanças na segurança pública do Distrito Federal. Mesmo eu estando viajando, fiz uma nota pública a respeito da situação naquela oportunidade.

(Soa a campainha.)

O SR. HÉLIO JOSÉ (Bloco Maioria/PMB – DF) – Meu nobre Senador, daqui a pouquinho, estou concluindo.

Em Brasília, a Polícia Militar do Distrito Federal é de excelência, tem muita qualidade. A maioria do grupo da Polícia Militar do DF é de nível superior, são pessoas com alta formação. Havia sido feita uma mudança do Comando, do Coronel César para o Coronel Nunes, uma pessoa espetacular, excelente. Então, fiz a nota, apoiando e aplaudindo a atuação dos dois.

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